O que é a escala Richter?
Criada no início do século 20, esta ferramenta ajuda cientistas e autoridades quando acontece um terremoto. Mas ela possui limitações.
A escala Richter é uma ferramenta da sismologia criada em 1935 por Charles Richter, um físico e sismólogo norte-americano, a fim de fornecer uma medida matemática para comparar a magnitude dos terremotos. Em essência, essa escala avalia a amplitude das ondas sísmicas registradas por sismógrafos, explica o Serviço Geológico dos Estados Unidos (United States Geological Survey, da sigla USGS).
A magnitude de um terremoto, de acordo com a escala Richter, é derivada do logaritmo da amplitude dessas ondas. Além disso, são feitos ajustes para levar em conta a distância entre o epicentro do terremoto e os vários sismógrafos. Os resultados dessa medição são expressos em números inteiros e frações decimais.
Por exemplo, um terremoto moderado pode ter uma magnitude de 5,3, enquanto um terremoto forte pode chegar a 6,3 na escala Richter.
De acordo com o USGS, um aspecto notável dessa escala é sua base logarítmica: cada aumento de número inteiro na magnitude implica um aumento de dez vezes na amplitude medida. Em termos de energia liberada, cada avanço de número inteiro na escala de magnitude é equivalente a aproximadamente 31 vezes mais energia do que o valor anterior.
Em outras palavras, a escala Richter permite que a magnitude dos terremotos seja compreendida e quantificada. Ela ajuda cientistas e autoridades a avaliar e responder adequadamente a esses eventos naturais.
Os recentes terremotos que ocorreram na Colômbia, no Japão e na Venezuela dão uma impressão de que o número de abalos sísmicos está aumentando nos últimos anos. Mas não há evidências de que isso esteja acontecendo de fato, de acordo com os registros dos principais serviços geológicos do mundo. (fonte: BBC).
Embora tudo possa parecer normal na superfície, nas profundezas da Terra há um movimento constante de placas tectônicas.
Um desses movimentos, conhecido como "subducção", foi o que causou o terremoto que atingiu o oeste da Colômbia na manhã de segunda-feira (10/08).
O abalo colombiano, embora tenha provocado uma tragédia de grandes proporções, está longe de figurar entre os maiores terremotos já registrados no continente. A América do Sul, principalmente ao longo de sua costa oeste, já foi palco de alguns dos mais poderosos terremotos conhecidos pela ciência.
O exemplo mais impressionante ocorreu no Chile, em 1960. Com magnitude 9,5, o terremoto de Valdivia permanece como o maior terremoto do mundo registrado por instrumentos. O evento foi tão intenso que provocou um tsunami que atravessou o Oceano Pacífico e atingiu locais tão distantes quanto Havaí, Japão e Filipinas.
Fonte de pesquisa: google
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