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Morar num empreendimento residencial oferece mais segurança, devido ao controle de acessos e sistemas de vigilância, e uma área de lazer completa (piscina, ginásio, espaços desportivos), aumentando o bem-estar e o entretenimento.
Eu tenho visitado esses empreendimentos observei que na maioria é um empreendimento caro com investimento de longo prazo e pouco usufruto; as áreas de conveniência coletiva são distantes e pequenas e, em sua maioria dependem de agendamento para seu usufruto; percebi também que as pessoas ficam presas a despesas e pouco podem viajar e curtir a natureza, como ir ver o mar, por exemplo.
O ser humano acaba virando um ser enjaulado, pois apesar da rotina diária, com áreas comuns e menos trabalho de manutenção, a vivência partilhada pode até reduzir custos públicos mas não consegue ter uma boa convivência social.
O custo fixo mensal da taxa de condomínio, a limitação de privacidade e liberdade imposta por regras e a proximidade com vizinhos, o compartilhamento de áreas comuns que pode gerar ruídos e descontentamento, a necessidade de seguir normas sobre reformas e animais de estimação, e a burocracia no acesso de visitantes.
Nosso país tem mais classe média para baixa e talvez sonhar em viver assim deve se transformar em um pesadelo.
Percebi que nessas prisões sociais, o acesso a natureza, vital para o ser humano, pois produzem oxigénio e absorvem CO2, regulam a temperatura e a humidade, purificam o ar e a água, não há acesso no habitat e ter apenas uma única árvore pode ser fonte de alimento para centenas de espécies de insetos, aves e outros animais, contribuindo para a biodiversidade.